Síncope é a
perda temporária e breve da consciência e da postura, devido
a isquemia cerebral generalizada (redução na irrigação
de sangue para o cérebro). Síncope é um problema
frequente sendo responsável por aproximadamente seis por cento
de todas as admissões hospitalares. Cerca de 30 % das pessoas
tem pelo menos uma síncope nas suas vidas e em 40% existe recidiva.
SÍncope NeurocardiogÉnica
O termo médico desmaiar ou desfalecer é sinónimo
de síncope. Síncope pode acontecer devido a muitas causas,
e diagnosticar a causa exacta podem ser difícil. Durante os últimos
anos aprendemos muito em relação a uma causa particular
de desmaio: Uma alteração agora conhecida como síncope
neurocardiogénica. Esta é a causa mais frequente
de desmaio (cerca de 50%).
Síncope Neurocardiogénica, uma situação
benigna, também é conhecido como síncope vasovagal. É devido
a uma incapacidade transitória do orgnismo regular a pressão
sanguínea e a frequência cardíaca adequadamente.
As razões exactas por que isto acontece ainda são pouco
claras, mas novos dados são conhecidos constantemente. Sempre
que uma pessoa se coloca de pé, a gravidade "puxa" o
sangue para as extremidades inferiores. O cérebro (centros de
controle de pressão sanguínea estão localizados
nas partes posteriores do cérebro (no tronco cerebral)) e outros
receptores de pressão (baroreceptores) sentem esta mudança
e compensam aumentando a frequência do coração e
apertando (vasoconstrição) as veias das pernas, forçando
o sangue no sentido do coração. Estes centros reguladores
(autonómicos) no tronco cerebral, trabalham como um tipo de termostato
para regular a pressão sanguínea. Na síncope neurocardiogénica,
o sistema falha paroxisticamente, permitindo que a pressão sanguínea
desça muito baixo e abruptamente, causando isquemia (redução
do fluxo sanguíneo) ao cérebro levando em consequência à perda
de consciência e da postura (desmaio).
Estes episódios frequentemente começam na adolescência
embora eles possam acontecer em qualquer idade. Enquanto o mecanismo
pelo qual se perde a consciência seja benigna , as consequências
de bater no chão de repente podem não ser. Enquanto muitas
pessoas terão algum tipo de aviso que a síncope é iminente
(tontura, vertigem, náusea, suores, etc.), algumas pessoas não
tem.
O teste de tilt é usado
para determinar a susceptibilidade de uma pessoa para estes episódios.
Um doente é seguro a uma mesa especial (motorizada) e inclinando
a cabeça para cima num ângulo de entre 60 e 80 graus, e
mantêm-se assim até cerca de quarenta e cinco minutos. Isto
provoca uma queda de sangue para as extremidades (gravidade) que é tolerado
facilmente por pessoas com função autonómica normal.
Porém, em doentes com alterações autonómicas
(crónicas ou paroxísticas e transitórias), este stress ortostático provocará uma
queda súbita da pressão arterial e da frequência
cardíaca. Alguns centros de investigação de síncopes,
como o nosso (INSTITUTO
CUF), usavam
em complemento ao teste de tilt, uma forma sintética de adrenalina
(isopronalina) e, mais recentemente apenas nitratos sublinguias como
stress adicional.
A terapêutica para doentes com síncope de neurocardiogénica
tem que ser individualizada para ajustar as necessidades de cada pessoa.
Muitos doentes com síncope neurocardiogénica apenas precisam
de evitar factores agravantes (como calor extremo, desidratação
ou manutenção da posição de pé durante
longos períodos de tempo) e de lhes ser explicada a benignidade
da situação.
Alguns necessitarão de fármacos
para prevenção de desmaios futuros, dependendo da frequência
dos sintomas e da profissão do doente. Uma variedade de medicamentos
diferentes é usada, e nenhum fármaco serve para todos
os doentes. Uma dieta liberal em sal e aumento da hidratação é habitualmente
aconselhada a todos os doentes. (ver modos de prevenir o desmaio).
Em resumo, a síncope neurocardiogénica é uma
perturbação
complexa, paroxística e frequente do sistema nervoso autonómo
que pode conduzir a quedas súbitas da pressão sanguínea
que levam ao desmaio (síncope).
Se entender que o seu problema é sofrer
de síncope neurocardiogénica e desejar submeter-se ao
teste de tilt contacte o INSTITUTO
CUF do PORTO ou o Dr.
João Freitas.
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